É tão difícil escrever! Se tivesse a ajuda de alguém, como n'Os Lusíadas, onde Luís de Camões pede ajuda às ninfas do Tejo para inspirá-lo, eu necessitava de algo que me inspirasse também. No silêncio da tarde, onde se ouvia, apenas, a melodia do chilrear dos pássaros e, se sentia a brisa leve do vento bater nos meus cabelos, percebi que estava angustiada, não tinha voz, nem sussurros e estava dominada pelo medo e pela falta de esperança e fé.
Há meses que procuro coragem para enfrentar os meus problemas e sinto que chegou a hora. São 14 horas e 09 minutos do dia 13 de Março de 2012. Estou sentada numa calçada, perto de um jardim com cheiro de natureza, com as pernas uma sobre a outra, com uma Bic entre o polegar, indicador e dedo médio. Escrevo, quase desenhando as letras, porque sinto que vou evoluir. E eis-me aqui fletida, com dificuldade em escrevinhar nesta posição pouco cómoda - porém preguiçosa - e tento na solidão ouvir sua voz dizendo: Cheguei.

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