Parecia que tudo se tinha esgotado. Os sonhos, as asas, os passos, o compasso do coração. Sabes quando estás com a alma cansada, quase a desistir de acreditar que algo vai acontecer, e mudar aquela sensação dolorosa de abandono e incompreensão? Praticamente todo dia, eu pedia em silêncio para entender, porque alguém fazia-me sorrir por fora e depois fazia-me chorar por dentro. Não sabia se o erro estava em mim ou no outro. Na verdade, ainda não sei. Eu questionei as razões de muitas formas. Percorrendo os becos dos meus pensamentos. Foram tantas hipóteses, teorias e sustos que para sobreviver, teria que aprender a jogar o jogo do mundo: viver na superfície sem mergulhar até ao fundo. A vida não me deu respostas, mas trouxe-te até mim. E mudaram todas as perguntas. Às vezes invade-me um medo desesperado, uma vontade louca de fugir de ti, e abortar o que está a surgir. Matar antes que cresça mais. Mas tudo o que faço é caminhar na tua direção. Olhar-te, abraçar-te, beijar-te e amar-te.
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